domingo, 20 de dezembro de 2009

45.2. Maria Ferreira - a mulher símbolo do sertão

1. A sertaneja Maria Prudencia de Oliveira 
Quadro: Maria Ferreira, de uma
foto datada de setembro de 1901
Cortesia: Airton Marcos de Oliveira
O jornal paranaense, A República, em sua edição de 15/09/1902: 2, noticiou o falecimento e a biografia de Maria Prudencia de Oliveira, melhor conhecida como Maria Ferreira: 
—"Com 118 annos"—
"Falleceu na Villa do Espirito Santo do Itararé, neste Estado, no dia 31 de Agosto do corrente anno, a Exm. Sra. D. Maria Prudencia de Oliveira, conhecida por Maria Ferreira, sendo esta a primeira posseira que veio residir nas margens do Rio Itararé em 1842."
"Maria Ferreira, veio para estas mattas até então incultas; devido á sua constancia, e á coragem de que era dotada, não temeu os perigos daquellas paragens para nellas localisar-se; luctou contra as emergencias da sorte, como muitos homens não teriam luctado: 1º, por ter que percorrer uma distancia de 50 leguas mais ou menos pelos rios, Paranapanema e Itararé; 2º, por haver nestes rios, grandes saltos e corredeiras, tendo para prosseguir sua marcha, de fazer grandes distancias de picadas, por serras escabrosas; 3º, com a arrojada coragem que possuia, não temia as grandes aldeias de indígenas, alojádos de um e outro lado os referidos rios, havendo elles por muitas vezes, assaltados grandes, turmas de homens armados, fazendo nellas muitas victimas; 4º, não temendo ainda as garras das onças e tigres que naquelles tempos abundavam nas brenhas do sertão. 5º, finalmente Maria Ferreira foi admirada de todos que a conheciam, pela sua coragem, bom coração, sentimentos de verdadeiro heroismo e bondade".
"Maria Ferreira pôde vencer todos estes obstáculos e fixou sua residencia no ponto que mais tarde foi conhecido pelo nome de Porto de Maria Ferreira, designação esta bem conhecida até nos annaes de nossa historia, sendo hoje denominado esse lugar Termo da Villa do Espirito Santo do Itararé."
"Nos primeiros annos que Maria Ferreira veio habitar neste sertão, não existiam praças commerciaes onde pudesse fazer suas compras, a não ser á distancia de 50 leguas onde forçosamente tinha de ir negociar, o que lhe era forçozo fazer, pois tinha quatro filhos menores; e nunca desanimou até levar a effeito suas pretenções."
"Depois de installada, mandou abrir picadas e estradas em todas as direcções; foi então que começaram a entrar algumas pessoas, as quaes éram tratadas por Maria Ferreira, com toda a amabilidade dispensando-lhes os recursos precisos, como quem sabia o que era sofrer; assim poude apossear uma fazenda, onde creou seus filhos, os quaes até hoje aqui existem, sendo chefes de numerosa família."
"Maria Ferreira, éra geralmente estimada por todos d’esta Villa, e por esta circumscripção em tudo quanto desejava, era prontamente satisfeita."
"Era natural de Pouso Alegre, Estado de Minas Geraes, e viuva de Francisco Ferreira da Silva [Santos]."
"Maria Ferreira era a doadeira do patrimônio desta Villa."
"A nossa respeitada veterana, nasceu em 1784, e morreu em pleno goso de todas faculdades e sentidos."
"De seu funeral encarregou-se a Loja Maçonica d’esta Villa, "Amor á Virtude", sendo feito com pompa que jámais se vio n’esta Villa, em actos idênticos."
"Houve discursos analogos ao acto, e na terminação dos mesmos, foram dados os pêzames em nome da Loja e do povo, á Exma. Familia da finada."
(Fonte: A Republica, PR, 15/09/1902: 2, publicação pela Loja Maçônica 'Amor à Virtude', instalada em Espírito Santo do Itararé).
Vinte anos após a morte de Maria Ferreira, o Reverendo Padre Bento Gonçalves Queiroz, então Vigário em Timburi - SP, admitindo a longevidade da pioneira, a seu modo detalharia: 
"Cerca do ano de 1800, um casal morador em Ouro Fino, estado de Minas Gerais, Francisco Ferreira dos Santos e sua mulher Maria Prudencia d'Oliveira, vulgarmente conhecida por Maria Ferreira, pouco depois de matrimoniados, tendo apenas ainda um filho, Antonio, saíram de Minas em direção a Jahú, e desta cidade, talvez no tempo nem vila, caminharam para o Sul, até encontrarem o rio Paranapanema, entre Avaré e Santo Antonio dos Carrapatos, Francisco Ferreira dos Santos, tendo cometido grave delito em Ouro Fino, vinha escapando da polícia... Chegaram os dois e a criancinha ao rio Paranapanema, embarcaram em canoa fornecida pelos índios, seguem rio abaixo até o encontro deste rio com o rio Itararé, subindo por este cerca de uma légua, em cuja margem esquerda abrem roça e ahi viveram anos e anos ignorados da justiça."
"(...)."
"Maria Prudencia d'Oliveira, (...), morreu há uns vinte anos, com 118 de idade, teve os seguintes filhos: Antonio, nascido em Ouro Fino, Emigdio, Bento e José Maria Ferreira. Depois de viuva foi mãe de João e Sebastião."
(Queiroz - Padre, Timburi: 1922, dados compilados por João Viana Simões, 1949, publicação Prefeitura Municipal).
Sem dúvidas o nome de Maria Ferreira fizera-se notabilidade em todo o sertão paulista e paranaense, porque o marido, foragido da lei, não se apresentava em nenhum povoado temendo ser reconhecido, assim internado nas matas caçando animais, sempre, e então era ela quem negociava peles e produtos da terra por mantimentos e outras necessidades da família, em Faxina [atual Itapeva], e, anos depois, depois em Avaré, Piraju e as surgentes localidades paranaenses.
Tais procedimentos atípicos para a época, em se tratando de mulher, favoreceram as lendas e os equívocos em torno dessa figura histórica que, inegavelmente, chegou ao Sertão Paranapanema, adiante de Botucatu, com intenções de nele fixar-se e não importam as razões.
Também Maria Ferreira enviuvara-se precoce, e isto a obrigou tomar a frente de um bando de aventureiros que chegavam àqueles rincões atraídos pelas boas terras a baixos preços e incentivos dos governos paulista e paranaense. Antigas publicações denunciavam que nos domínios de Maria Ferreira homiziavam-se os condenados pela justiça e os procurados pela polícia, que ali encontravam proteção mais ou menos segura (Diário do Comercio, PR, 28/02/1891: 2 e 02/03/1891: 2). 

Mas, nenhum crime de gravidade acontecera na província mineira, no final do século XVIII, em que o assassino lograsse fuga, e nenhum outro documento localizado que pudesse atestar, em algum tempo anterior a 1800, as presenças de Francisco Ferreira dos Santos e Maria Prudencia de Oliveira em Minas Gerais.
As pesquisas, no entanto, levaram a descoberta que Maria Prudencia de Oliveira nascera em Pouso Alegre, Minas Gerais, no ano de 1816:
"Maria. Aos dezesseis de Dezembro de mil oito centos e dezesseis O Padre Narcizo José Bandeira de licença minha Baptizou e pos os Santos Oleos a innocente Maria de doiz mezes, filha legitima de Ignacio Francisco de Oliveira e sua mulher Francisca Prudencia de Oliveira. Forão padrinhos Manoel Prudente da Assumpção e Joanna Domingues de Oliveira de q mandei fazer este assento que assigno. O Conego Antonio de Oliveira Carvalho." ( Batismos, 1815/1823: 27).
Maria Ferreira, como se sabe, faleceu em 1902, portanto com a idade de 86 anos.
Quanto ao marido Francisco Ferreira Santos, ainda em junho de 2015 nenhum documento encontrado, porém o casal, por todos os documentos 'levantados' e consultados, não antecederia presença no Paranapanema/Itararé ao ano de 1851  talvez ele nunca tenha chegado lá, e então Maria mentia e era o óbvio, pelas circunstâncias que a teriam trazido ao sertão, que apresentasse versão histórico-familiar distorcida da realidade, mesmo perante a parentela, atribuindo desmedida anterioridade de sua presença sertaneja.
"O fato de Maria Ferreira mentir sobre a data de chegada ao sertão é muito significativo. Se a data propalada fosse posterior ao crime em Pouso Alegre a tese ganharia força, mas a cronologia levantada aponta no sentido de que ela queria passar a seguinte mensagem: 'não estávamos na região de Pouso Alegre na época do crime, (...)'. Este fato ou versão gerou equívocos quanto a data de nascimento e idade. Evidentemente o marido de Maria Ferreira não se manteria recluso por tanto tempo prejudicando outros interesses se o delito não tivesse grande importância" (Marcos de Oliveira - Airton, CD: A/A 2013). 

2. O casal Ferreira Santos presente em Araraquara
Se correta a informação que Francisco Ferreira Santos tenha cometido algum crime na província mineira, que o levara fugir com a família rumo ao território paulista, isto não poderia ter ocorrido após março de 1833, quando o casal estava residente em Araraquara e onde o nascimento do filho Emigdio, e nem anterior a 1832, o ano de chegada, sem mudar o nome, sem esconder-se, ou que fosse perseguido pela polícia, porque efetivamente nenhum crime por ele cometido
, notável ou não, em Minas Gerais.
Documentos eclesiais lavrados em Araraquara – SP (Livro de Batismos, Igreja Católica/SGU) revelam Francisco Ferreira dos Santos e Maria Prudencia de Oliveira naquele lugar, no denominado Bairro do Jacaré, durante quinze ou mais anos (1833/1848):
"Emigdio. Aos quinze dias do mes de Agosto de mil oito centos e trinta e três annos nesta Matris baptizei e pus os Santos Oleos ao innocente Emigdio nascido aos 29 e nove de março filho legitimo de Francisco Ferreira dos Santos e de sua mulher Maria Ignacia do bairro do Jacare foram padrinhos Ignacio da Costa e sua mulher Anna Prudencia de Oliveira todos desta Freguesia. O Vigario Francisco Mettelo Homem." (Imagem 33).
"Manoel. Aos vinte e sinco dias do mes de Março de mil oitocentos e trinta e sinco annos nesta Matris baptisei e pus os Santos Oleos ao innocente Manoel nascido aos vinte e dois de Dezembro do anno passado, filho legitimo de Francisco Ferreira dos Santos e de sua mulher Maria Prudencia de Oliveira do bairro do Jacare foram padrinhos Manoel Joaquim Terra e sua mulher Escholastica Maria de Oliveira, todos desta Freguezia – o Vigario Padre Francisco Metello Homem." (Imagem 53). Manoel não teve participação histórica conhecida no sertão. 
"Maria. Aos cinco dias do mes de Março de mil oito centos trinta e sete annos nesta Matris baptisei e pus os santos oleos a innocente Maria nascida a quinze de Maio do anno proximo passado filha legitima de Francisco Ferreira dos Santos e sua mulher Maria Prudencia d'Oliveira do bairro do Jacare padrinhos João da Costa d'Abreu e sua mulher Anna Furtada todos desta Freguezia." (Imagem 81). Maria, salvo documentos em contrário, teria falecido ainda na primeira infância.
"Maria. No primeiro dia do mês de Maio de mil oito centos trinta e oito annos nesta Matris baptizei e pus os Santos Oleos a innocente Maria nascida a cinco d’Abril filha legitima de Francisco Ferreira dos Santos, e sua mulher Maria Prudente dos Santos do bairro do Jacaré padrinhos Antonio Paes d’Almeida e sua mulher Antonia Angelica dos Santos todos desta Freguezia." (Imagem 102). Esta Maria também não foi conhecida no sertão.
"Bento. Aos vinte e dois de Março de mil oito centos e quarenta e cinco baptizei e pus os Santos Oleos ao Bento de cinco meses e cinco dias, filho legitimo de Francisco Ferreira dos Santos e de Maria Prudencia padrinhos José Antonio de Lima e sua mulher Theodora Maria de Jezus; todos desta. Pro Parocho o Padre José Maria de Oliveira." (Imagem 158).
"Antonio. Aos vinte e sette de Maio de mil oito centos e quarenta e oito baptzei e pus os Santos Oleos a Antonio de vinte e quatro dias, filho legitimo de Francisco Ferreira dos Santos e de Maria Prudencia de Oliveira: padrinhos Francisco Antonio de Oliveira e Marianna Candida todos desta Villa. O Vigario José Maria de Oliveira." (Imagem 203).
Não encontrado documentos eclesiais referentes ao filho José (José Maria Ferreira), que seria o caçula do casal Ferreira, mas sobre ele escreveu o Padre Queiroz (Distrito de Timburi. 1922): "José Ferreira, o mais novo dos filhos do casal vindo de Ouro Fino, foi avô materno da atual Ana Graciana, a qual já por sua vez tem que lhe chame de avó."
Os documentos 'resgatados' em 2014/2015, portanto, contraditam a versão até então tida histórica, que apontava o casal foragido de Minas Gerais, por cometimento de crime em Ouro Fino ou Pouso Alegre, e os registros eclesiais entre 1832/1848 mostram-no residente no Bairro do Jacaré em Araraquara, onde nasceram e foram batizados os filhos.
Os autores entendem o Bairro do Jacaré em atual município de Jaú (SP), onde destacada a liderança de Joaquim da Costa Abreu entre 1830/1837, e também mandatário em Botucatu entre 1837/1840).
Não há nenhuma evidência que o casal, morando no Paranapanema/Itararé, fizesse qualquer viagem a Araraquara para evento religioso-social ou para lá nascer e batizar algum filho.

3. A origem da lenda
Diante disto há de se compreender que em algum momento, entre os anos 1848/1852, Francisco Ferreira dos Santos tenha deixado Araraquara, mas nenhum crime de monta cometido que pudesse desculpar sua fuga para os lados do Paranapanema/Itararé.
Destarte, as informações oficiais sobre Francisco cessam em 1848, mas continuam sobre sua esposa e filhos em outro lugar que não Araraquara, após 1851, na região do Itararé/Paranapanema. 
Desta maneira, entre 1848/1851, torna-se preciso recorrência aos principais acontecimentos regionais, e daí a certeza que muitos mineiros interiorizados em São Paulo integraram-se ao bando primitivo de José Theodoro de Souza, para a conquista do sertão centro sudoeste e oeste paulista, empreitada exterminadora de indígenas e morte de alguns brancos invasores não identificados, pela ausência de diários, porém as famílias recebedoras das partilhas combinadas. 
A viúva e meeira de José Alves de Lima, moradora no Bairro do Dourado em Brotas (SP), por exemplo, recebeu o quinhão de terras no Turvo que caberia ao marido pela participação na Guerra ao Índio, sendo citada divisante no Registro Paroquial de Terras nº 516, de 31 de maio de 1856, em nome de José Theodoro de Souza.
Sabendo que efetivamente Maria Prudencia fixou-se no sertão timburiense e do norte pioneiro paranaense apenas acompanhada dos filhos, justo o raciocínio de sua viuvez quando o Antonio ainda de colo, num tempo não anterior a 1848 e nem após 1851.
Ora, em 1851 ocorreu a ocupação sertaneja nos pontos estratégicos do sertão conquistado, e o pontal Itararé/Paranapanema era o lugar extremamente necessário para fortaleza e sentinela avançada para a garantia de ocupação efetiva, e lá instalaram-se os primeiros moradores, entre eles Maria Prudencia de Oliveira, vulgo Maria Ferreira. 
A tradição dessa ocupação é tremendamente forte e aponta que Maria Prudencia de Oliveira, ao chegar ao sertão fazia-se acompanhar, além dos filhos, de um homem, supostamente o marido, que por haver cometido crime de morte em Ouro Fino ou Pouso Alegre vivia embrenhado nas matas adjacentes, temendo ser reconhecido e denunciado.
Melhor investigação histórica da época, o fato em si não mostra qualquer verdade desedificada, ao contrário, algum foragido encontrava-se naquele lugar protegido por Maria Prudencia de Oliveira, ou a ela convenientemente unido, até para garantir-lhes sobrevivência e liderança nos primeiros tempos de sertão, sem excluir possível vínculo sentimental ou de parenteiro. 

4. O misterioso assassino mineiro
Num aprofundamento histórico-investigativo no sertão Itararé/Paranapanema, daquele tempo, apenas um homem podia dizer-se perseguido pela polícia por cometimento de grave crime de morte, em Pouso Alegre/Ouro Fino, a tratar-se de Dionizio Tavares ou Pereira da Silva, assassino do mineiro Senador do Império, Padre José Bento Ferreira de Mello, aos 08 de fevereiro de 1844.
Perseguido tenazmente Dionizio evadiu-se para a província paulista, em Santa Anna do Cimo [ou em Cima] da Serra Botucatu, aonde capturado naquele mesmo ano, contudo à força resgatado por ordem ou ação do mandatário conservador Euzébio da Costa Luz e posto sob proteção (Aluisio de Almeida, Para a História de Botucatu, publicação o Estado de São Paulo, edição de 11/11/1951: 14).
Por engano o Monsenhor Aluisio de Almeida mencionou Balthazar, irmão de Dionizio, como a personagem em questão, porém a história ratifica ser o próprio Dionizio quem apresentou-se no sertão paulista.
Por décadas Dionizio manteve-se no anonimato, até que revelado seu paradeiro em 1887 (Correio Paulistano, 06/11/1887: 2) quando teria ameaçado sua companheira, "(...) que ia fazer com ela o que havia feito com o padre lá em Minas. A policia instigada pela mulher, descobre a coisa e recambia o Dionisio (...)." (Fernandes Filho, Reportagem extraída do Jornal A Cidade, Pouso Alegre – MG, 19/10/1948: 2 e 4), e pouco depois morreria na cadeia.
Dionizio fora preso antes, em 1870, sob a alcunha de Joaquim do Carmo, e também era conhecido como Domingos de Tal, envolvido na morte de uma escrava assassinada por outro cativo (Diário de São Paulo, 27/12/1870: 1), e em momento algum, na ocasião, relacionado com a morte do Senador Padre José Bento Ferreira de Mello. 
A denunciante teria sido, e com razões, Maria Prudencia de Oliveira, que continuou a morada no sertão até sua morte, aos 31 de agosto de 1902.
Historicamente nada importa se Maria Prudencia de Oliveira, ou Maria Ferreira, teve envolvimento sentimental com Dionizio ou que este tenha feito uso de outros nomes no sertão, porém se sabe que ela, na viuvez, concebeu e deu a luz aos filhos:
João Baptista de Oliveira: Eclesial, Piraju – SP, Matrimônio aos 04 dias de agosto de 1876, com Maria Baptista do Prado. O mesmo João tem registro de óbito lavrado aos 10/05/1904, idade de 50 anos, em Ribeirão Claro – PR (Cartório de Registro Civil, microfilme pela SGU, Livro 1898-1907: Imagem 27), e na declaração consta ser filho de certo Manoel dos Santos.
Sebastião Prudencio de Oliveira, declarante do óbito da mãe ocorrido em 31 de agosto de 1902 (Cartório de Registro Civil, Ribeirão Claro – PR, microfilme SGU, 01/09/1902: 23).
Maria Ferreira, pioneira em Timburi (SP) e precursora no desbravamento norte paranaense, numa época que a função feminina era ser subserviente ao homem, tornou-se, meritosamente, a mulher símbolo do sertão. 

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